sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Dactilogafia I

Se tu me dactilografares, com qualquer que seja o dedo, ou até mesmo tua mão, esteja ela cerrada ou espalmada, estarei e serei contra a maré. Seja mínimo, anular, médio, indicador, polegar, palma, punho ou unha, o registro da impressão será indelével: seu afastamento máximo, incapaz de sobrepujar a (im)permebeabilidade da epiderme, irá flanar nas franjas. A fluidez do cânone e sua face, repentinamente, tornar-se-ão ásperas e rígidas pelo vínculo entre corpo e mente.

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